A paz que eu estou sentindo

A paz que eu estou sentindo exala por cada poro do meu
corpo, como luz. Eu não a tinha reparado. Foi só quando deixei o coração
acalmar nesse sofá, que notei, que ouvi. Vozes sibilando canções em meu ouvido.
Pareciam ondas do mar, como quando colocamos a concha no ouvido. Mas nesse sofá
só há a mim.
Costumo dar novos significados a vida, as coisas e as
pessoas. Há quem diga que a vida é um mar de rosas. Ontem, eu escreveria
diria que a minha estava mais para um vôo turbulento, navegações em águas desconhecidas,
viagens por estradas tortuosas. E vai ser sempre assim, eu acho. Quem é que conhece
a vida? É preciso viver.
Depois de águas turbulentas, vem a calmaria.
Então não há o que temer. Já entendi que as coisas são
assim. Talvez essa seja mais uma daquelas leis da vida. Quando os meus dias
ruins se tornam constantes, eu costumo fugir para um lugar que só eu possuo.
Minha memória. Coleciono momentos, guardo sensações e cheiros. E é para lá que
eu vou quando o sol se vai.
Me sinto bem comigo mesma, e a tempos eu não me sentia dessa
forma. Sei que isso não quer dizer que superei os meus complexos, mas significa
que só hoje, ou por enquanto, eu decide olhá-los com outros olhos. Me permiti
ser eu mesma, com as unhas por fazer, o cabelo despenteado, alguns quilinhos a
mais na balança e o look do dia com a minha peça coringa, o pijama. Livre de
padrões.
A vida pode machucar, às vezes, mas não há nada que o amor não cure. Ame a você mesma, e ame o próximo, independente de quem seja. A gente colhe o que planta e dá o que tem.
Olá!
ResponderExcluirAaaaaah a liberdade de poder ser quem a gente é sem preocupação. Minha mete é muito agitada e está em constante trabalho, ter paz e conseguir esvaziar a mente as vezes é a melhor coisa que existe.
Lindo seu texto, alias todos do blog.