Braços abertos, peito quentinho, confortável, aconchegante, amável, carinhoso, afetivo. De amigo, amiga, pai, mãe, avô, avó, irmão, tia, professor, ídolo, amor. Um abraço. Minha autora favorita já fez um texto assim, Martha Medeiros já diz que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço. Mas eu concordo tanto que precisei escrever sobre isso também. Uma das coisas mais tristes da sociedade atualmente é a falta do abraço. Você encontra pessoas na rua, se para pra dar um beijinho, “Putz, já perdi muito tempo”. O trem, o ônibus, a chuva começa, não comprei o bilhete, preciso correr. Vivo em São Paulo desde pequena, naturalmente cresci assim, no meio do corre-corre, do não “tenho tempo”, “tô com pressa”. Mas quando eu era criança as pessoas sempre me abraçavam muito, criança gordinha é aperto na certa. E eu gostava, gosto muito. Quem vive ao meu redor tem o hábito de dizer que sou meia fria, não muito sentimental, mas é só me abraçar que minha armadura cai. O sentimentalismo...